Greg McKeown volta à pergunta de Essencialismo e adiciona outra: e se o essencial pudesse ser feito sem sofrer? Boa ideia, livro mais fino.
Essencialismo perguntava o que importa. Sem Esforço parte do que vem depois: você já escolheu o essencial, está dando tudo de si, e mesmo assim está exausto. McKeown conta que escreveu este livro depois de uma crise pessoal, quando percebeu que fazer o certo ainda estava custando caro demais. A pergunta que organiza o livro é uma só: e se isso pudesse ser fácil?
Ele divide em três partes. Estado sem esforço é limpar a cabeça antes de agir: dormir, descansar de verdade, largar ressentimentos que ocupam espaço, e parar de acreditar que o difícil é sempre o melhor. Ação sem esforço é sobre como fazer: definir o que é “pronto” antes de começar, dar o primeiro passo mais óbvio e mínimo, cortar os passos desnecessários, e estabelecer um ritmo com limite inferior e superior, nunca menos que isso por dia, nunca mais que aquilo, para não esgotar. Resultados sem esforço é sobre o que continua rendendo depois de feito: aprender princípios em vez de métodos, ensinar outros, automatizar, construir confiança para não ter que supervisionar.
As ideias boas estão aí. A de emparelhar uma tarefa chata com algo que se gosta, para que ela deixe de ser pesada, é simples e funciona. A de ter uma lista de “pronto por hoje”, e parar quando ela acaba, me serviu mais do que qualquer aplicativo. E a pergunta do título é um bom hábito: antes de montar algo complicado, perguntar o que aconteceria se fosse fácil.
O problema é o mesmo do primeiro livro, só que mais visível: há pouco conteúdo para o tamanho, e muitas histórias de executivos e atletas para ilustrar o que já estava claro. Dá para pular os exemplos sem perder nada.
Vale como complemento de Essencialismo. Sozinho, é um bom artigo esticado.
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