Alguém está petrificando alunos em Hogwarts e metade da escola acha que é o Harry. Tem aranha gigante, cobra gigante e um diário que responde.
Começa igual ao primeiro: férias horríveis com os Dursley, uma fuga, Hogwarts. A diferença é o Dobby, um elfo doméstico que aparece no quarto do Harry para implorar que ele não volte para a escola, e que se bate na cabeça toda vez que fala demais. Dá risada e dá pena ao mesmo tempo. E a fuga é num carro voador, que depois bate no Salgueiro Lutador. Essa parte é ótima.
Depois fica sério. Aparece uma mensagem em sangue na parede dizendo que a Câmara Secreta foi aberta. Alunos começam a aparecer petrificados. Tem a lenda de que um dos fundadores da escola deixou um monstro escondido para acabar com os alunos que ele achava que não mereciam estar lá. E o Harry descobre que fala com cobras, o que todo mundo acha coisa de bruxo das trevas, então a escola inteira começa a suspeitar dele.
É nesse livro que o Malfoy chama a Hermione de sangue-ruim, e o livro para para explicar o que isso significa: tem bruxo que acha que quem nasce de pais trouxas vale menos. Fiquei com raiva do Malfoy pelo resto do livro.
O Lockhart, novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, é um mentiroso vaidoso que escreveu livros sobre coisas que outras pessoas fizeram, e cada cena dele é engraçada. A Murta Que Geme, fantasma que chora no banheiro, também. Mas o final, com o Harry sozinho embaixo da escola, um basilisco e um rapaz saindo de um diário para explicar quem ele é de verdade, é bem mais assustador do que eu esperava.
A frase do Dumbledore no fim ficou na cabeça: são as nossas escolhas que mostram quem somos, muito mais que as nossas habilidades.
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