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Anjos e Demônios: uma noite inteira correndo por Roma

Anjos e Demônios, de Dan Brown (2000)

Antimatéria roubada, quatro cardeais sequestrados e um relógio contando. Não consegui parar de ler.

Esse é o livro mais difícil de largar que eu já peguei. Os capítulos têm duas ou três páginas e todos terminam no meio de alguma coisa, então você fala “só mais um” e quando vê são três da manhã.

A história começa no CERN, na Suíça. Um cientista que também é padre aparece morto com um símbolo marcado a ferro no peito, e um recipiente com antimatéria some do laboratório. A antimatéria aparece numa câmera em algum lugar do Vaticano, com uma bateria contando o tempo até explodir. No mesmo dia, o papa acabou de morrer, os cardeais estão trancados para escolher o próximo, e os quatro favoritos foram sequestrados. Um grupo chamado Illuminati avisa que vai matar um por hora, cada um marcado com uma palavra: terra, ar, fogo, água.

Quem vai resolver é o Robert Langdon, um professor de Harvard que entende de símbolos, junto com a Vittoria, filha do cientista morto. Eles têm uma noite para seguir pistas escondidas em estátuas do Bernini pelas igrejas e praças de Roma e chegar antes do assassino. Eu ficava tentando adivinhar o próximo lugar junto com eles.

O que mais gostei foram os ambigramas, as palavras que dá para ler de cabeça para baixo, e os lugares de Roma. Fiquei com vontade de conhecer a Piazza Navona e o Castel Sant’Angelo só por causa do livro. E a parte da ciência contra a religião me fez pensar, mesmo que depois eu tenha achado que os dois lados falam só frase de efeito.

O final tem uma reviravolta grande que eu não vi chegando. Fechei o livro e fiquei um tempo olhando para o teto.


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