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A Sociedade do Anel: demora para começar e depois não para

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, de J.R.R. Tolkien (1954)

O anel do Bilbo era O anel. Frodo tem que levar ele embora, e o livro inteiro é a viagem. Muito maior que o filme.

Primeira coisa: o livro é bem diferente do filme. Demora muito mais para sair do Condado. Tem a festa do Bilbo, tem o Gandalf sumindo por anos, tem a mudança de casa do Frodo, e tem o Tom Bombadil, um cara que canta o tempo todo, coloca o anel no dedo e não fica invisível, e ninguém explica quem ele é. No filme ele nem existe. Achei estranho, mas gostei.

A história em si é simples. O anel que o Bilbo achou n’O Hobbit é o anel do Sauron, o vilão, e se ele pegar de volta acabou. O único jeito de destruir é jogar no vulcão onde foi feito, que fica bem no meio das terras dele. Então o Frodo sai do Condado com o Sam, o Merry e o Pippin, quase morre algumas vezes, chega em Valfenda e lá se forma a Sociedade: nove para enfrentar os nove Cavaleiros Negros.

A partir daí fica muito bom. A montanha com neve, as minas de Moria, que é a parte mais tensa do livro, com o Gandalf caindo com o Balrog. Depois a floresta da Galadriel, que dá um alívio, e o rio. O Aragorn é o personagem que mais cresce: começa como um vagabundo suspeito numa taverna e vai se mostrando. E o Boromir, que no filme parece só o cara que vai trair, no livro dá pena: ele realmente acha que o anel pode salvar o povo dele.

O livro acaba sem acabar. O Frodo decide ir sozinho, o Sam vai atrás, e os dois atravessam o rio. Tive que começar o próximo no mesmo dia.


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