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O Hobbit: o livro que me fez querer sair de casa

O Hobbit, de J.R.R. Tolkien (1937)

Um hobbit que só queria ficar em casa comendo acaba numa aventura com treze anões e um dragão. Não consegui largar.

Bilbo Bolseiro é um hobbit que gosta de comer, de fumar cachimbo e de não ter nenhuma aventura, obrigado. Aí o Gandalf aparece na porta, treze anões invadem a casa dele, comem tudo, cantam sobre um dragão e no dia seguinte ele está correndo pela estrada atrás deles, sem lenço, contratado como ladrão. Eu ri alto nessa parte.

O livro é uma viagem. Trolls que viram pedra, goblins, lobos, águias gigantes, aranhas falantes, elfos que prendem todo mundo, uma fuga dentro de barris por um rio. E no final o Smaug, um dragão que fala, que é vaidoso e que sabe exatamente quantas moedas tem no monte de ouro. Cada capítulo é uma coisa nova, não dá tempo de ficar entediado.

Minha parte preferida é a do Gollum. O Bilbo perdido no escuro embaixo da montanha acha um anel no chão e encontra uma criatura que fala sozinha e quer comer ele. Os dois fazem um jogo de adivinhas: se o Bilbo ganhar, o Gollum mostra a saída; se perder, vira jantar. Fiquei tentando resolver as charadas antes do Bilbo e não acertei quase nenhuma.

O que eu mais gostei é que o Bilbo não vira um herói de espada. Ele continua pequeno e com medo, mas vai ficando esperto e corajoso aos poucos, e no final toma uma decisão que ninguém esperava dele. Quando volta para casa, estão leiloando as coisas dele porque acharam que tinha morrido.

Agora quero ler O Senhor dos Anéis.


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