Uma versão moderna e livre do Manual. Perde em rigor, ganha em quem consegue ler.
Depois do Manual, caí neste livro quase por acaso. A arte de viver não é uma tradução de Epicteto. É uma interpretação: Sharon Lebell pegou o Manual e os Discursos e reescreveu em linguagem de hoje, em pedaços curtos, com título em cada um. Os puristas torcem o nariz, e dá para entender por quê.
O conteúdo é o mesmo do Manual, só que mastigado. O que esse formato tem de bom é que dá para abrir em qualquer página, ler um minuto, e levar uma frase para o resto do dia.
O que tem de ruim é que, de tão fácil, às vezes parece livro de autoajuda. E em parte é. A diferença é que a autoajuda normalmente promete que você vai conseguir tudo, e Epicteto promete o contrário: você não vai conseguir quase nada do que está fora de você, e vai ficar bem assim mesmo.
Se você nunca leu nada de estoicismo, deveria ir para o Manual original. Se já leu, pode pular. Não vai encontrar nada novo, só a mesma coisa dita de um jeito que gruda.
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